Com certeza a maioria dos leitores do blog sabe o que é
mangá e como lê-lo. Mas sabem sobre a sua origem?
Pra quem não conhece vamos do começo. O que é mangá?
Mangá é o nome dado às histórias em quadrinhos de origem
japonesa. A palavra surgiu da junção de outros dois vocábulos: man, que significa involuntário, e gá, imagem.
Os mangás se diferenciam das HQ's ocidentais não só pela
sua origem, mas também por seus traços próprios. A ordem de Leitura também é
diferente dos mangás também é diferente do habitual do ocidente, começando por
onde seria o fim da historia, começando de cima para baixo e da direita para
esquerda
Outra característica dos mangas é que eles são todos
feitos em preto e branco e em papel jornal, o que torna o produto mais barato e
faz com que ele seja consumido por todo tipo de pessoa – no Japão eles são
lidos por crianças, estudantes, executivos, donas-de-casa..., ou seja, são
diversão garantida para todas as classes sociais e idades. Com seus monstros, heróis,
dragões, fadas, etc.. Tudo que a imaginação dos mangakás (nome dado aos autores
de mangás) mandarem.
Mas vamos ao tema dessa matéria, sua origem.
As raízes dos mangas datam do período Nara (século VII
D.C.), com o surgimento dos primeiros rolos de pinturas japonesas, os
emakimono. Pinturas e textos que contavam uma historia à medida que eram
desenrolados.
No período Edo, quando os livros são substituídos por
livros, o desenhos eram inicialmente destinado a ilustração de romances e
poesias. Os mangás não tinham sai atual forma, ela surgiu apenas no inicio do século
xx sob a influencia de revistas comerciais ocidentais, principalmente as dos EUA
e da Europa.
Sob ocupação americana após a Segunda Guerra Mundial, os
mangakas, como os desenhistas são conhecidos, sofrem grande influência das
histórias em quadrinhos ocidentais da época, traduzidas e difundidas em grande
quantidade na imprensa
É então que um artista influenciado por Walt Disney e Max
Fleischer revoluciona esta forma de expressão e dá vida ao mangá moderno: Osamu
Tezuka. As características faciais semelhantes às dos desenhos de Disney e
Fleischer, onde olhos (sobretudo Betty Boop), boca, sobrancelhas e nariz são
desenhados de maneira bastante exagerada para aumentar a expressividade dos
personagens tornaram sua produção possível. É ele quem introduz os movimentos
nas histórias através de efeitos gráficos, como linhas que dão a impressão de
velocidade ou onomatopeias que se integram com a arte, destacando todas as
ações que comportassem movimento, Às histórias ficaram mais longas e começaram
a ser divididas em capítulos.
Atualmente
Os mangás são publicados no Japão originalmente em
revistas antológicas impressas em papel-jornal parecidas com listas
telefônicas. Essas revistas com cerca de 300 a 800 páginas são publicadas em
periodicidades diversas que vão da semana ao trimestre. Elas trazem capítulos
de várias séries diferentes. Cada capítulo normalmente tem entre dez e 40
páginas. Assim que atingem um número de páginas em torno de 160 á 200, é
publicado um volume encadernado, chamado tankohon ou Tankōbon, no formato de
bolso, que então contém apenas histórias de uma série. Esses volumes são os
vendidos em diversos países dependendo do sucesso alcançado por uma série, ela
pode ser reeditada em formato bunkoubon ou bunkouban (mais compacto com maior
número de páginas) e wideban (melhor papel e formato um pouco maior que o de
bolso).
Uma das revistas mais famosas é a Shonen Jump da editora
Shueisha. Ela publicou clássicos como Dragon Ball, Saint Seiya (ou Cavaleiros
do Zodíaco), Yu Yu Hakusho e continua publicando outra séries conhecidas como
Hunter x Hunter, Naruto, One Piece, Bleach e Death Note. Existem também outras
revistas como a Champion Red mensal (Akita Shoten), que publica Saint Seiya
Episode G (Cavaleiros do Zodíaco Episódio G), a Shonen Sunday semanal (Shogakukan),
que publicava InuYasha, e a Afternoon mensal (Kodansha). Entre outras, podem-se
citar também a Nakayoshi (Kodansha), revista de shoujo famosa que publicou
entre outros Bishoujo Senshi Sailor Moon e Sakura Card Captors, e a Hana to
Yume (Hakusensha) que publica Hana Kimi e Fruits Basket.
Há também os fanzines e dōjinshis que são revistas feitas
por autores independentes sem nenhum vínculo com grandes empresas. Algumas
dessas revistas criam histórias inéditas e originais utilizando os personagens
de outra ou podem dar continuidade a alguma série famosa. Esse tipo de produto
pode ser encontrado normalmente em eventos de cultura japonesa e na internet.
Os mangás são comumente classificados de acordo com seu
público-alvo.
Histórias onde o público alvo são meninos — o que não
quer dizer que garotas não devam lê-los — são chamados de shounen (garoto
jovem, adolescente, em japonês) como One Piece, Naruto, Bleach etc. e tratam
normalmente de histórias de ação, amizade e aventura.
Histórias que atualmente visam meninas são chamadas de
shoujo (garota jovem em japonês) e têm como característica marcante as
sensações e sensibilidade da personagem e do meio (também existem garotos que lêem
shoujo.) como Nana.
Além desses, existe o gekigá, que é uma corrente mais
realista voltada ao público adulto (não necessariamente são pornográficos ou
eróticos) como, por exemplo, Vagabond e ainda os gêneros seinen para
homens jovens e josei para mulheres. Os traços típicos encontrados nas histórias
cômicas (olhos grandes, expressões caricatas) não são encontrados nessa última
corrente.
Existem também os pornográficos, apelidados hentai. As
histórias Yuri abordam a relação homossexual feminina e o yaoi (ou Boys Love)
trata da relação amorosa entre dois homens, mas ambos não possuem
necessariamente cenas de sexo explícito.
Os edumangás que são mangás didáticos voltados para o
ensino de diversas matérias.
Agora é só escolher seu gênero preferido e, Boa Leitura!!!






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